Tem coisas que é melhor guardar para nós
Por isso que te guardo aqui no peito
Nesse momento
Nesse silêncio
Silencio e fico
Me pego sentindo
Fazer o que se ninguém mais faz sentindo?
O ser diferenciado que ficará só
Por enquanto
Talvez se adapte, talvez se envolva às mundanices
Também às tolices
Ai essa vaidade que me faz confusa
É meio difusa a imagem que tenho agora
Me empreste seus óculos?
Ou será esse só mais um motivo para estar perto de ti?
Meu pedido de socorro lhe chama atenção
Escrito SOS no mesmo silêncio que guardou algumas outras coisas
Cá no peito
Cá na mente
Cá em mim
Mirabólis que sois, pensamentos?
Pensei que havia ido de dentro de mim.
Não fui, quer dizer, fiz que fui, me escondi e aqui estou.
Ah, mas isso não se faz!
Desculpe, é que não soube como agir. Nem sei.
Ah seu palhacinho, sempre pregando peças, hã?
Ok, ok. Vamos juntos tentar resolver.
O que é isso, álgebra?
Não, não sei.
Só sei o que não deve ser e não deve ser álgebra.
Fosse assim um matemático ajudaria, pois sou péssimo com números.
Vá em busca da resposta meu filho e só volte quando tiver ao menos um vestígio.
Mas nem sei onde procurar!
Por isso me escondi, tinha medo. Não brigue comigo, sou muito novo, não aprendi lidar com todas essas coisas.
Chama-te de gato escaldado, que gato frouxo de apenas meia vida tu sois, hã?
Mais um sopro e morres.
Que fazes aqui, enquanto poderia estar gemendo em algum telhado?
Por queda?
Não seu tolo!
Ah, quer saber?
Cansei
Vá dormir
Joy Mafaro
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
NUMA LIGAÇÃO...
Sinto que urge desejo por minha pessoa
Ou surge um desejo de ser desejável
A presença é implacável
Palavras difundidas
Quebra-cabeça que tento montar
Um milhão, duas mil e vinte e quatro peças
Ainda chego lá!
Pessoa indecifrável
Ou eu que gostaria de desvendar o invendável?
Não tape a peneira com o sol que derreterá
E tudo o que eu queria era...
Não vou dizer!
Você também não diz
Não é medo
Não é birra
Não é nada
Só não quero tudo
Ah, vá!
Tá booommm, eu queria tudo e mais um pouco com cobertura de chocolate e uma cereja no topo
Não tem nem o que fingir
O que simular
Dissimula
O que disse?Mula?
Anta!Eu dissimulei
Taí, isso eu nunca disse: Mulei.
Mas se você acha que mulou, quem sou eu para discutir?
Uma anta já antou?
Desentendo desses teus conceitos
Vamos, faça direito
Mas nem sei fazer o que
Fazer o que?
É, fazer o que, né!
Deixa pra lá essa pouca bobagem
Do que está falando
Como assim?
Eu sou o Tico, você o Teco?
Alô!
Alô-ou!
Acho que caiu a ligação.
Joy Mafaro
Ou surge um desejo de ser desejável
A presença é implacável
Palavras difundidas
Quebra-cabeça que tento montar
Um milhão, duas mil e vinte e quatro peças
Ainda chego lá!
Pessoa indecifrável
Ou eu que gostaria de desvendar o invendável?
Não tape a peneira com o sol que derreterá
E tudo o que eu queria era...
Não vou dizer!
Você também não diz
Não é medo
Não é birra
Não é nada
Só não quero tudo
Ah, vá!
Tá booommm, eu queria tudo e mais um pouco com cobertura de chocolate e uma cereja no topo
Não tem nem o que fingir
O que simular
Dissimula
O que disse?Mula?
Anta!Eu dissimulei
Taí, isso eu nunca disse: Mulei.
Mas se você acha que mulou, quem sou eu para discutir?
Uma anta já antou?
Desentendo desses teus conceitos
Vamos, faça direito
Mas nem sei fazer o que
Fazer o que?
É, fazer o que, né!
Deixa pra lá essa pouca bobagem
Do que está falando
Como assim?
Eu sou o Tico, você o Teco?
Alô!
Alô-ou!
Acho que caiu a ligação.
Joy Mafaro
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
SUTILEZA DO AMAR
Gostaria que ouvissem a melodia
A melodia que toca em mim
Que me faz querer colocar a todos para que sejam iluminados
Num verde e ensolarado jardim sem fim
Brincarmos como crianças
Lá somos seres puros como elas
O corpo nos torna seres rústicos
Tente não ser ao extremo
A tarefa é difícil
Mas sinta
Ele pulsa
O coração
E por que não?
Só olhe ao redor
E ame
Amar nunca é em vão
Ame sua vida
Sua vocação
Ame o seu ser
Com gratidão
Uma semente que se planta
Deve germinar
Cuide-a!
Pois o nosso amor é como um grão
Não deixe passar nada
Nem a ilusão
Alguém disse que tudo começa dela
Pois que seja assim então
Muita coisa não provém da razão
O que impulsiona
Deve ser o coração
Deixe que ele trabalhe
Deixe que ele siga,
E siga-o sem medida
O trilhar dele nem sempre será por lindos caminhos
Porém todos devem ser bem-vindos
Sempre acreditei que as dores
Nos levam a sermos melhores pessoas
Para nós, para o outro
Isso também não é amor?
Ame, mesmo que doa
Ame e muito
Ame de maneira a deixá-lo
Sem ar, sem saber o que dizer
Como dizer
Ame, mesmo que à distância
Sinta o fulgor
Boa essa palavra
Que esse fulgor
Tome sua alma
Acalente
E traga calma
Enche d'água o olho
De ar o peito
E ainda assim o olho não pestaneja
E de além ar o peito sente algo
Sinta a fragrância do amor
Borrifada no ar
Sinta sem intolerância
Deixe dentro pairar
Joy Mafaro
A melodia que toca em mim
Que me faz querer colocar a todos para que sejam iluminados
Num verde e ensolarado jardim sem fim
Brincarmos como crianças
Lá somos seres puros como elas
O corpo nos torna seres rústicos
Tente não ser ao extremo
A tarefa é difícil
Mas sinta
Ele pulsa
O coração
E por que não?
Só olhe ao redor
E ame
Amar nunca é em vão
Ame sua vida
Sua vocação
Ame o seu ser
Com gratidão
Uma semente que se planta
Deve germinar
Cuide-a!
Pois o nosso amor é como um grão
Não deixe passar nada
Nem a ilusão
Alguém disse que tudo começa dela
Pois que seja assim então
Muita coisa não provém da razão
O que impulsiona
Deve ser o coração
Deixe que ele trabalhe
Deixe que ele siga,
E siga-o sem medida
O trilhar dele nem sempre será por lindos caminhos
Porém todos devem ser bem-vindos
Sempre acreditei que as dores
Nos levam a sermos melhores pessoas
Para nós, para o outro
Isso também não é amor?
Ame, mesmo que doa
Ame e muito
Ame de maneira a deixá-lo
Sem ar, sem saber o que dizer
Como dizer
Ame, mesmo que à distância
Sinta o fulgor
Boa essa palavra
Que esse fulgor
Tome sua alma
Acalente
E traga calma
Enche d'água o olho
De ar o peito
E ainda assim o olho não pestaneja
E de além ar o peito sente algo
Sinta a fragrância do amor
Borrifada no ar
Sinta sem intolerância
Deixe dentro pairar
Joy Mafaro
domingo, 23 de janeiro de 2011
MOMENTO
"Tenho trabalhado tanto, mas sempre penso em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assenta e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos…
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.
Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente?
Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina.
Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.
Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis.
. . . E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura."
Caio Fernando de Abreu
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.
Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente?
Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina.
Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.
Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis.
. . . E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura."
Caio Fernando de Abreu
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
PRATO DO DIA
Nada nunca será igual.
Ilude-se quem pensa que sim.
E no final, é como um doce delicioso que deixa um gosto amargo.
A cada segundo, de alguma maneira, não somos mais os mesmos.
Mesmo que “sejamos”. De qualquer forma estamos um segundo mais velhos, um segundo mais mortos, um segundo mais experientes ou talvez até, um segundo mais tolos. Portanto não seremos nunca os mesmos.
Voltando aos doces que muito me apetecem. Nem eles têm o mesmo sabor da segunda vez, por N fatores: já não é o mesmo que se comeu da primeira vez ou foi feito por outra pessoa, outra indústria, outra máquina. Ainda que seja o mesmo da primeira vez, pode estar um pouco passado, o sabor não será mais novidade, etc.
Assim é a vida, cada coisa tem um sabor a princípio e depois muda.
Com certeza há os que mudam para melhor, lembro-me da primeira vez que tomei açaí. Estava experimentando uma colherada da singela tigela de uma amiga de colégio. Nossa! Quis cuspir na cara dela, de tão ruim que achei e hoje é uma das coisas que mais gosto.
Visto isso, percebido o fato da mutação.
O que fazer se o sabor ficou enjoativo ou se agora é bom?
Primeiro, é bom que não fique enjoativo, para tal, melhor não exagerar.
Segundo, tem doces que só sua avó, sua mãe, tia ou doceira preferida sabem fazer.Ou seja, existem os doces “únicos”.
Saindo dos doces, vai!
Seguem comparações, muito íntimas e pessoais:
Não há pão de forma mais gostoso que o meu. Ele representa o amor-próprio.
Não há pão caseiro mais gostoso que o de minha avó. Ele representa o amor em família.
Não há pão doce mais gostoso que o de minha madrinha. Ele representa o amor familiar/fraterno, independente de laços consanguíneos.
Não há bolo mais gostoso que o daquele aniversário de nem sei quantos anos. Ele representa o momento.
Poderia caracterizar mil coisas representando outras mil coisas aqui, todavia é só para ter uma noção de minhas comparações e o valor de suas unicidades.
Claro que, nem todo mundo que ler isso experimentou o meu pão, o da minha avó, de minha madrinha, muito menos daquele aniversário. Contudo todos temos algo especial e marcante que devemos levar conosco e dar valor, pois é o que nos faz quem somos.
Porém, temos também de dar espaço ao novo sempre, a novos sabores, texturas, odores, receitas, olhares. Nem tudo que é feio tem gosto ruim. Como existem lindas guloseimas que só nos ferram a saúde e nem são tão boas assim, vai!
Pensemos com esse preceito, de que a vida é quase que a padóca do Manel e diante deste preceito, o que nos faz realmente bem e o que não.
Guardemos as melhores receitas para serem refeitas e as nem tanto, que vão para o lixo.
E aí, qual vai ser a pedida de hoje?
Uma dica, vai tomando um suquinho de maracujá enquanto não se decide, que é preciso calma para boas decisões, pois algumas serão únicas, não só em qualidade, contudo também em quantidade.
Portanto, cuidado com o que come! ;)
Joy Mafaro
Ilude-se quem pensa que sim.
E no final, é como um doce delicioso que deixa um gosto amargo.
A cada segundo, de alguma maneira, não somos mais os mesmos.
Mesmo que “sejamos”. De qualquer forma estamos um segundo mais velhos, um segundo mais mortos, um segundo mais experientes ou talvez até, um segundo mais tolos. Portanto não seremos nunca os mesmos.
Voltando aos doces que muito me apetecem. Nem eles têm o mesmo sabor da segunda vez, por N fatores: já não é o mesmo que se comeu da primeira vez ou foi feito por outra pessoa, outra indústria, outra máquina. Ainda que seja o mesmo da primeira vez, pode estar um pouco passado, o sabor não será mais novidade, etc.
Assim é a vida, cada coisa tem um sabor a princípio e depois muda.
Com certeza há os que mudam para melhor, lembro-me da primeira vez que tomei açaí. Estava experimentando uma colherada da singela tigela de uma amiga de colégio. Nossa! Quis cuspir na cara dela, de tão ruim que achei e hoje é uma das coisas que mais gosto.
Visto isso, percebido o fato da mutação.
O que fazer se o sabor ficou enjoativo ou se agora é bom?
Primeiro, é bom que não fique enjoativo, para tal, melhor não exagerar.
Segundo, tem doces que só sua avó, sua mãe, tia ou doceira preferida sabem fazer.Ou seja, existem os doces “únicos”.
Saindo dos doces, vai!
Seguem comparações, muito íntimas e pessoais:
Não há pão de forma mais gostoso que o meu. Ele representa o amor-próprio.
Não há pão caseiro mais gostoso que o de minha avó. Ele representa o amor em família.
Não há pão doce mais gostoso que o de minha madrinha. Ele representa o amor familiar/fraterno, independente de laços consanguíneos.
Não há bolo mais gostoso que o daquele aniversário de nem sei quantos anos. Ele representa o momento.
Poderia caracterizar mil coisas representando outras mil coisas aqui, todavia é só para ter uma noção de minhas comparações e o valor de suas unicidades.
Claro que, nem todo mundo que ler isso experimentou o meu pão, o da minha avó, de minha madrinha, muito menos daquele aniversário. Contudo todos temos algo especial e marcante que devemos levar conosco e dar valor, pois é o que nos faz quem somos.
Porém, temos também de dar espaço ao novo sempre, a novos sabores, texturas, odores, receitas, olhares. Nem tudo que é feio tem gosto ruim. Como existem lindas guloseimas que só nos ferram a saúde e nem são tão boas assim, vai!
Pensemos com esse preceito, de que a vida é quase que a padóca do Manel e diante deste preceito, o que nos faz realmente bem e o que não.
Guardemos as melhores receitas para serem refeitas e as nem tanto, que vão para o lixo.
E aí, qual vai ser a pedida de hoje?
Uma dica, vai tomando um suquinho de maracujá enquanto não se decide, que é preciso calma para boas decisões, pois algumas serão únicas, não só em qualidade, contudo também em quantidade.
Portanto, cuidado com o que come! ;)
Joy Mafaro
domingo, 19 de dezembro de 2010
DIETA
"Cada semana, uma novidade. A última, foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo,chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas, peraí, não exagere...Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal prá minha saúde. Prazer faz muito bem...Dormir me deixa 0 km...Ler um bom livro, faz-me sentir novo em folha...Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos ! Viagens aéreas não me incham as pernas...incham-me o cérebro, volto cheio de idéias ! Brigar, me provoca arritmia cardíaca...Ver pessoas tendo acessos de estupidez, me embrulha o estômago ! Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro, me faz perder toda a fé no ser humano...E telejornais...Os médicos deveriam proibir...como doem ! Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite, isso sim, é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda. Não pedir perdão pelas nossas mancadas,dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou muzzarela que previna! Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor prá saúde do que pipoca. Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida. Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada!"
Luiz Fernando Veríssimo
terça-feira, 30 de novembro de 2010
THIAGO PETHIT E TIÊ - ESSA CANÇÃO FRANCESA
Ma belle amie
Je sais que tu viens
Que tu viens pour dire
Malgré ton désir
Que tu es ma lover
Oui, je suis ta lover
Car quand il est neuf heures
Moi je dois partir
Je fais semblent de dormir
Pour pouvoir retrouver
Tes mots secrets
Tes mots d'amour
Sous l'oreiller
C'est ma chanson française pour toi
Les rimes hesitent mais pardonne-moi
Je n'ai pas ta classe, ni ta cadence
Pour dire des mots d'amour
Comme en France
Je suis ta lover
Oui, tu es ma lover
Car quand il est neuf heures
Toi tu dois partir
Tu fais semblent de dormir
Pour pouvoir retrouver
Mes mots secrets
Mes mots d'amour
Sous l'oreiller
C'est ma chanson française pour toi
Les rimes hesitent mais pardonne-moi
Je n'ai pas ta classe, ni ta cadence
Pour dire des mots d'amour
Comme en France
Mon amour
Mon amour
Je veux que tu viennes toujours
Mon amour
Mon amour
Ton poème sous l'abatjour
Mon amour
Mon amour
Mon coeur qui bat comme un tambour
Mon amour
Mon amour
Si doux comme un petit-four
Mon amour
Mon amour
On se trouve dans en carrefour
Thiago Pethit e Rafael Barion
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
TIÊ - ASSINADO EU
Já faz um tempo
Que eu queria te escrever um som
Passado o passado,
Acho que eu mesma esqueci o tom
Mas sinto que
Eu te devo sempre alguma explicação.
Parece inaceitável a minha decisão.
Eu sei.
Da primeira vez,
Quem sugeriu,
Eu sei, eu sei, fui eu.
Da segunda
Quem fingiu que não estava ali,
Também fui eu.
Mas em toda a história,
É nossa obrigação saber seguir em frente,
Seja lá qual direção.
Eu sei.
Tanta afinidade assim, eu sei que só pode ser bom.
Mas se é contrário,
É ruim, pesado
E eu não acho bom.
Eu fico esperando o dia que você
Me aceite como amiga,
Ainda vou te convencer.
Eu sei.
E te peço,
Me perdoa,
Me desculpa que eu não fui sua namorada,
Pois fiquei atordoada,
Faltou o ar,
Faltou o ar.
Me despeço dessa história
E concluo: a gente segue a direção
Que o nosso próprio coração mandar,
E foi pra lá, e foi pra lá.
E te peço,
Me perdoa,
Me desculpa que eu não fui sua namorada,
Pois fiquei atordoada de amor
Faltou o ar,
Faltou o ar.
Me despeço dessa história
E concluo: a gente segue a direção
Que o nosso próprio coração mandar,
E foi pra lá, e foi pra lá, e foi pra lá.
Tiê
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
SUBLIME SUPREMACIA
Hoje meu palhaço adormeceu
Adormeceu um pouco
Pois que ele não é de ferro
E precisa descansar também
Todos que existem em mim
Tem seus momentos
E alguns vivem às vezes juntos
Às vezes se separam
Só o amor permanece
Porém há tempos calejados
Em que ele aquieta num canto
E há tempos em que sua voz se faz
Suprema
Todos os outros meus eus
Sentam-se ao redor
Só para apreciarem-no com sorrisos
E olhos cheios d'água
Sim ele voltou!
Reina em mim O Amor
Desejo amor a todos
E tudo o que pode acompanhá-lo
Um brinde ao Grande Rei
Joy Mafaro
Adormeceu um pouco
Pois que ele não é de ferro
E precisa descansar também
Todos que existem em mim
Tem seus momentos
E alguns vivem às vezes juntos
Às vezes se separam
Só o amor permanece
Porém há tempos calejados
Em que ele aquieta num canto
E há tempos em que sua voz se faz
Suprema
Todos os outros meus eus
Sentam-se ao redor
Só para apreciarem-no com sorrisos
E olhos cheios d'água
Sim ele voltou!
Reina em mim O Amor
Desejo amor a todos
E tudo o que pode acompanhá-lo
Um brinde ao Grande Rei
Joy Mafaro
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
PENALIDADE
Não sei o que está aí
Por isso tenho medo
Do que aqui está
Vejo-te sem olhos
Falo-te sem boca
Sinto-te sem tato
Só conheço tua alma
Mas a minha é tão bandida
Que não me conta nada
Sinto-me perdida
Sem saber se o passo dado
Foi o meu à frente
Ou o seu atrás
E me pergunto
Com que roupa eu vou?
Visto-me de mim
Ou me escondo de ti?
O que você quer ver?
Será que te assustaria
Ou te agradaria?
Vamos dançar então
Passo à frente
Passo atrás
Passo à frente
Passo atrás
Qual música?
"Like an ancient day and I'm on trial
Let them seize the way, this once was an island
And I could not stay for I believed them
Left for the lights always in season
Impassable night in a crowd of homesick
Fully grown children, you'll leave the lights
Your family may not wait, Sir, keep on believing
Our parents rue the day, they find us kneeling
Let them think what they may, for they've good reason
Left for the lights always in season"
(Assim dizia a música no local do crime)
Tá, confesso!
Sou réu confesso
Não sei de onde veio
Porque ocorreu
Quando vi
Já estava feito
Aconteceu
É verdade!
Eu juro!
Aconteceu
E pronto!
Não sei explicar
Foi um crime hediondo
Foi num tiro certeiro
Foi sem querer
Nem pestanejar
E agora?
Qual minha pena?
Tá, espero o julgamento.
Espero aqui
Sigo serena
Joy Mafaro (12/11/10)
Por isso tenho medo
Do que aqui está
Vejo-te sem olhos
Falo-te sem boca
Sinto-te sem tato
Só conheço tua alma
Mas a minha é tão bandida
Que não me conta nada
Sinto-me perdida
Sem saber se o passo dado
Foi o meu à frente
Ou o seu atrás
E me pergunto
Com que roupa eu vou?
Visto-me de mim
Ou me escondo de ti?
O que você quer ver?
Será que te assustaria
Ou te agradaria?
Vamos dançar então
Passo à frente
Passo atrás
Passo à frente
Passo atrás
Qual música?
"Like an ancient day and I'm on trial
Let them seize the way, this once was an island
And I could not stay for I believed them
Left for the lights always in season
Impassable night in a crowd of homesick
Fully grown children, you'll leave the lights
Your family may not wait, Sir, keep on believing
Our parents rue the day, they find us kneeling
Let them think what they may, for they've good reason
Left for the lights always in season"
(Assim dizia a música no local do crime)
Tá, confesso!
Sou réu confesso
Não sei de onde veio
Porque ocorreu
Quando vi
Já estava feito
Aconteceu
É verdade!
Eu juro!
Aconteceu
E pronto!
Não sei explicar
Foi um crime hediondo
Foi num tiro certeiro
Foi sem querer
Nem pestanejar
E agora?
Qual minha pena?
Tá, espero o julgamento.
Espero aqui
Sigo serena
Joy Mafaro (12/11/10)
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
AMAR O TODO
E é seu
O céu
Que lindo é
Lindo mais está
Três tons a mesclar
Tornam meu olhar
Atônito a admirar
Tal êxtase
Um tom amarelo
Clarinho
Junto ao topo das casas
Baixas
Lá em cima
Um rosa inexplicável
Em nuvens fofas
Tão fofas
Quanto à sensação que transmitem
E o azulzinho...
Chiii, surgiu o gris mais acima
Será que choverá?
Aqui dentro chove
Chove alegria
A noite recebe
O fim do dia
E eu recebo a noite
Ou ela deu as boas vindas?
Que coisa mais linda
Meu coração
Cheio de luz
Ilumina essa noite
Cheio de som
Batuca bem forte
Profundo
Danço na vida
Pelo caminho regado
Por flores caídas
Como cachoeiras
De aromas
Perfume que inalo
Se faz
Agradável noite
Sublime tua paz
E a sua brisa a me tocar
Por mais rápido que eu voe
Nesse sonho louco
Loucura boa esta
Loucura que é amar
Amar o todo
Amando-te todo
Amo-te todo
Ah, se amo!
Joy Mafaro
O céu
Que lindo é
Lindo mais está
Três tons a mesclar
Tornam meu olhar
Atônito a admirar
Tal êxtase
Um tom amarelo
Clarinho
Junto ao topo das casas
Baixas
Lá em cima
Um rosa inexplicável
Em nuvens fofas
Tão fofas
Quanto à sensação que transmitem
E o azulzinho...
Chiii, surgiu o gris mais acima
Será que choverá?
Aqui dentro chove
Chove alegria
A noite recebe
O fim do dia
E eu recebo a noite
Ou ela deu as boas vindas?
Que coisa mais linda
Meu coração
Cheio de luz
Ilumina essa noite
Cheio de som
Batuca bem forte
Profundo
Danço na vida
Pelo caminho regado
Por flores caídas
Como cachoeiras
De aromas
Perfume que inalo
Se faz
Agradável noite
Sublime tua paz
E a sua brisa a me tocar
Por mais rápido que eu voe
Nesse sonho louco
Loucura boa esta
Loucura que é amar
Amar o todo
Amando-te todo
Amo-te todo
Ah, se amo!
Joy Mafaro
terça-feira, 2 de novembro de 2010
AMOR AOS PEDAÇOS
Parece que me falta um pedaço
Não sei se tem tamanho
Nome
Cheiro
Sabor
Acho que falta amor
Não que eu tenha
O coração gelado
Amo a todos
Que estão ao meu lado
Falo daquele
O tal do amor predestinado
Quero prová-lo
E lambuzar-me
Ei!Cadê meu pedaço?
Deixe estar vida gulosa!
Um dia ainda o acho.
Joy Mafaro
Não sei se tem tamanho
Nome
Cheiro
Sabor
Acho que falta amor
Não que eu tenha
O coração gelado
Amo a todos
Que estão ao meu lado
Falo daquele
O tal do amor predestinado
Quero prová-lo
E lambuzar-me
Ei!Cadê meu pedaço?
Deixe estar vida gulosa!
Um dia ainda o acho.
Joy Mafaro
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
VISÃO
Teu semblante me confunde
Sua boca expressando-se
Mostra o esqueleto
Seus olhos numa interrogação
Me perguntam
O que vejo?
Sem receber respostas
Respondem
Inundam
Transbordam
Tua pele muda de cor
Por causa do calor
Que ali se encontra
O branco
Tanto dos olhos, quanto da pele
Ficam vermelhos
No fundo vejo
Um brilho
É o que resta
É a esperança
Em meio a dor
Que se vai
E a expressão de criança
De criança que aprendeu uma nova lição
É o que vejo
No espelho do meu coração
Joy Mafaro
Sua boca expressando-se
Mostra o esqueleto
Seus olhos numa interrogação
Me perguntam
O que vejo?
Sem receber respostas
Respondem
Inundam
Transbordam
Tua pele muda de cor
Por causa do calor
Que ali se encontra
O branco
Tanto dos olhos, quanto da pele
Ficam vermelhos
No fundo vejo
Um brilho
É o que resta
É a esperança
Em meio a dor
Que se vai
E a expressão de criança
De criança que aprendeu uma nova lição
É o que vejo
No espelho do meu coração
Joy Mafaro
RESPEITO É BOM
A tristeza não faz sentido:
A revolta, as angústias, a raiva.
Não somos agradáveis nem para nós mesmos, que dirá para os outros.
Sentimenots ruins são como repelentes.
Temos de ser fortes, suportar e superar, sempre.
Para sermos lindas pessoas ao olhos de todos, mas principalmente, aos nossos.
Respeito por nós mesmos é bom e conserva os dentes...
...à mostra.
Joy Mafaro
A revolta, as angústias, a raiva.
Não somos agradáveis nem para nós mesmos, que dirá para os outros.
Sentimenots ruins são como repelentes.
Temos de ser fortes, suportar e superar, sempre.
Para sermos lindas pessoas ao olhos de todos, mas principalmente, aos nossos.
Respeito por nós mesmos é bom e conserva os dentes...
...à mostra.
Joy Mafaro
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
VIVA EM FOLHA
Uma folha em branco
E nada mais
Como algumas palavras
Que deixei pra trás
Palavras não ditas
Porém guardadas
Memórias relidas
Em mim dissipadas
Palavras vividas
Ficaram marcadas
No coração escritas
Siglas tatuadas
Foi verdadeiro
E pra sempre será
Pois tudo o que finda
Reviver poderá
Sentimentos
Escritos
Falados
Sentidos
Palavras ao vento
Jogadas ao fogo
Palavras a esmo
Vem tudo de novo
Momentos calados
Pensei
Ter falado
Você não ouviu
Momentos singelos
Futuros
Eternos
Mais ninguém viu
O tempo passou
E muito mudou
De perto saiu
Mesmo assim ficou
No rastro
Tatuagens
Risos, sonhos
Bobagens
Encontram-se
Entre margens
Não nas dos rios
Que correm como nossas vidas
Mas entre as do caderno
Sem muitas palavras repetidas
Pois que só repete
O que é bom
Amores e dores
Tem o mesmo som
Uma folha escrita
E tudo o mais
Formou-se com as palavras
Que deixei pra trás
Joy Mafaro
E nada mais
Como algumas palavras
Que deixei pra trás
Palavras não ditas
Porém guardadas
Memórias relidas
Em mim dissipadas
Palavras vividas
Ficaram marcadas
No coração escritas
Siglas tatuadas
Foi verdadeiro
E pra sempre será
Pois tudo o que finda
Reviver poderá
Sentimentos
Escritos
Falados
Sentidos
Palavras ao vento
Jogadas ao fogo
Palavras a esmo
Vem tudo de novo
Momentos calados
Pensei
Ter falado
Você não ouviu
Momentos singelos
Futuros
Eternos
Mais ninguém viu
O tempo passou
E muito mudou
De perto saiu
Mesmo assim ficou
No rastro
Tatuagens
Risos, sonhos
Bobagens
Encontram-se
Entre margens
Não nas dos rios
Que correm como nossas vidas
Mas entre as do caderno
Sem muitas palavras repetidas
Pois que só repete
O que é bom
Amores e dores
Tem o mesmo som
Uma folha escrita
E tudo o mais
Formou-se com as palavras
Que deixei pra trás
Joy Mafaro
sábado, 23 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
AO DIA DA POESIA
"Amar: Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer... E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei, e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei....
Mário Quintana
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
NAVEGANTE
Que pena tudo ser assim
Oportunidades passaram por mim
Mal sabia eu, que o que me esperava era o breu
E num pensamento mesquinho
Fiz do coração, do meu ninho
No ápice de seu apogeu
Um pedaço de papel transformado em barquinho.
Pensando que o melhor estaria por vir
Permiti ao vento guiar, dirigir
Ele soprou para o destino
Sempre em frente
Mas de repente, dei-me conta
Deixei cair nas águas da lembrança
O meu melhor com toda sua criança.
E antes mesmo que pudesse olhar pra trás
O mar o absorveu com toda sua luz e paz
Não tendo como voltar
Em desespero, com as mãos comecei remar
Tudo em vão
Exausta demais para continuar.
A chuva chegou
O mar se agitou
O barco virou
No meu afundar profundo
Descobri bem lá no fundo
Que não é só no céu que existem estrelas.
Em minhas mãos as peguei
Com elas o caminho iluminei
Vi todos os tesouros que deixei naufragar
O que pude, peguei de volta
Inclusive toda esperança perdida que consegui aguentar.
Joy Mafaro
Oportunidades passaram por mim
Mal sabia eu, que o que me esperava era o breu
E num pensamento mesquinho
Fiz do coração, do meu ninho
No ápice de seu apogeu
Um pedaço de papel transformado em barquinho.
Pensando que o melhor estaria por vir
Permiti ao vento guiar, dirigir
Ele soprou para o destino
Sempre em frente
Mas de repente, dei-me conta
Deixei cair nas águas da lembrança
O meu melhor com toda sua criança.
E antes mesmo que pudesse olhar pra trás
O mar o absorveu com toda sua luz e paz
Não tendo como voltar
Em desespero, com as mãos comecei remar
Tudo em vão
Exausta demais para continuar.
A chuva chegou
O mar se agitou
O barco virou
No meu afundar profundo
Descobri bem lá no fundo
Que não é só no céu que existem estrelas.
Em minhas mãos as peguei
Com elas o caminho iluminei
Vi todos os tesouros que deixei naufragar
O que pude, peguei de volta
Inclusive toda esperança perdida que consegui aguentar.
Joy Mafaro
SAMBA - MARTELA A SAUDADE
DEU SAUDADE
SAUDADE DE ALGO QUE AINDA NÃO VIVI
DEU SAUDADE
SAUDADE DE VOCÊ QUE NÃO ESTÁ AQUI
DEU SAUDADE
SAUDADE DOS MOMENTOS QUE IMAGINEI
DEU SAUDADE
SAUDADE DO FUTURO QUE SONHEI
DEU SAUDADE DO TEU OLHAR
E DO JEITO DOIDO DE EXPRESSAR
DEU SAUDADE
SAUDADE DO TEU TOQUE SEM TOCAR
DEU SAUDADE
SAUDADE DE POUCA COISA VIVIDA
DEU SAUDADE
SAUDADE DE UMA DATA QUERIDA
DEU SAUDADE
SAUDADE DE ALGUÉM PARA AMAR
AI QUE SAUDADE QUE DEU
AI QUE SAUDADE QUE DÁ
DEU SAUDADE
DEU SAUDADE
DEU SAUDADE DO TEU OLHAR
E DO JEITO DOIDO DE EXPRESSAR
Joy Mafaro (01/10/10)
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