Se o pensamento é grandioso
Se é grandioso o pensamento
A resposta está não só no que se pensa
Mas no intuito
No sentimento
Pensamentos positivos
São os otimistas por natureza
Saber que o que há de ruim
Tem seu valor sua grandeza
Pensamentos coloridos
Que clareiam
Dão leveza
Às vezes são contidos
Por imagens
Logo mais tranparentes
Como margens
Flora, aflora
Cheira, corre, brinca
Dança no jardim
Oh querido, que te amo
Meu amado querubim
Vem cantar para eu dormir
Vem zelar por mim
Vem me acarinhar
Me guiar por fim
Quero flutuar
Quero conhecer
Lugares novos e bonitos
Leve-me a condizer
Em outros lares e recintos
Lá fora chove
A noite está escura
Ilumina meus caminhos
Faz-me segura
Com o tempo indiferente
Vamos plantar a semente
E no fim do arco-íris
Ver brotar novamente
Os sorrisos se espalham
Há espelhos no céu
Chuva molha, deságua
Como orvalhos de mel
E num toque preciso
Tomo-me toda rendida
Aos pés do amor verdadeiro
Com tua proteção desmedida
Olhei para frente, me vi
Achada, não mais perdida
Protege e ampara
Olha por mim
E eu repito que te amo
Meu amado querubim
Joy Mafaro
terça-feira, 28 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
NOTAS DE CADA DIA
Convence-te de que não existem males eternos.
Toda dor chega e passa.
O dia é sempre novo para quem trabalha.
Não conserves ressentimentos.
A desilusão de agora será bênção depois.
A dificuldade é uma escola.
Servir é um privilégio.
Auxilia para o bem.
Nada reclames.
Gritos não valem.
Queixas não apagam dívidas.
Tristeza inerte é sinônimo de tempo perdido.
A paciência operosa realiza prodígios.
Fala acendendo a luz da esperança.
Esqueça as ofensas, quaisquer que sejam.
Agressores são doentes a serem medicados pelos recursos de Deus.
Não menosprezes a crítica.
Valoriza os amigos.
Respeite os adversários.
Resguarda a consciência tranquila.
Exerce a beneficiência por dever.
Hoje auxiliamos, amanhã seremos os necessitados de auxilio.
Não cobres tributos de gratidão.
Agradeçamos as bênçãos que Deus nos concede gratuitamente.
Prestigia a existência que a Sabedoria Divina te concedeu.
Muito importante recordar que, na morte, todos encontramos, antes de tudo, aquilo que fizemos da própria vida.
Olvida contrariedades, trabalhando e servindo sempre.
E, à frente de quaisquer obstáculo ou de quaisquer desenganos, não te esqueças de que o tempo de hoje continuará no amanhã.
Pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Atenção, Médium: Francisco Cândido Xavier.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
ANTES DOR DE COTOVELO
Mal sabia ela que a dor não era no cotovelo
Mas que por ali também percorria
Já que estava próximo ao órgão que doía
E doía por conta do oco
Não era assim tão obscuro
Mas podia deixar alguém louco
E assim o fez
Foi-se embora com o coração partido
Como nada nele tinha contido
E o ar sugou
E misturou
Por ali mesmo ficou
No ar
Pairando
Invisível
Indivisível
A conta acabou
Duma intriga
Me trouxeste aqui
E aqui pairo e fico
Permaneço
Não sei, mas acho que te conheço
E quando estive cega, tu me vistes
E agora tu cegastes
E partistes
Daniella Xavier e Joy Mafaro (21/09/2010)
Mas que por ali também percorria
Já que estava próximo ao órgão que doía
E doía por conta do oco
Não era assim tão obscuro
Mas podia deixar alguém louco
E assim o fez
Foi-se embora com o coração partido
Como nada nele tinha contido
E o ar sugou
E misturou
Por ali mesmo ficou
No ar
Pairando
Invisível
Indivisível
A conta acabou
Duma intriga
Me trouxeste aqui
E aqui pairo e fico
Permaneço
Não sei, mas acho que te conheço
E quando estive cega, tu me vistes
E agora tu cegastes
E partistes
Daniella Xavier e Joy Mafaro (21/09/2010)
sábado, 18 de setembro de 2010
O QUE NÃO TEM REMÉDIO
O que ocorre comigo?
Penso ainda nela
Será amor de amante
Ou de amigo?
Olhe dentro
Por minha janela
Penso ainda nela
Será amor de amante
Ou de amigo?
Olhe dentro
Por minha janela
O que pode ser isso tudo?
Tantas perguntas sem respostas
Não há nenhum absurdo
Só com o tempo saberás se gostas
Mas há de ter fim
Essa aflição
Que não cabe mais em mim?
Explodirá fria e ligeira,
Fazendo um ruir no coração
Enquanto isso...
Buscar melhorar-me
Cuidar da mente conturbada
Pedir a Deus para guiar-me
Ter tensão mais controlada
Joy Mafaro (Meados de 2002, reeditado em setembro de 2010)
Tantas perguntas sem respostas
Não há nenhum absurdo
Só com o tempo saberás se gostas
Mas há de ter fim
Essa aflição
Que não cabe mais em mim?
Explodirá fria e ligeira,
Fazendo um ruir no coração
Enquanto isso...
Buscar melhorar-me
Cuidar da mente conturbada
Pedir a Deus para guiar-me
Ter tensão mais controlada
Joy Mafaro (Meados de 2002, reeditado em setembro de 2010)
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
EXPOSTO
Almejo te amar
Ter-te eternamente
Almas que se cruzaram no passado
Esbarram-se novamente
Tempos depois
Encontro marcado
Ansiedade
Desespero e esperança
Sinto-me criança
Mesmo sem deixar de ser
Afastara-se de mim
Com medo de uma dor
Que há de se tornar
Uma simples jasmim.
Joy Mafaro (Meados de 2003)
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
MEU NOME É MULHER!
Eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi: Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção...
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!!
(O Autor é Desconhecido, mas um verdadeiro sábio...)
EU LOUVO A DANÇA
Louvada seja a dança
porque ela libera o homem
do peso das coisas materiais
e une os solitários para formar sociedade.
Louvada seja a dança
que tudo exige e fortalece,
saúde, mente serena
e uma alma encantada.
A dança significa transformar
o espaço,o tempo e a pessoa,
que sempre corre perigo
de se desfazer e ser ou somente cérebro,
ou só vontade ou só sentimento.
A dança porém exige
o ser humano inteiro,
ancorado no seu centro,
e que não conhece
a obsessão da vontade de dominar
gente ou coisas,e que não sente
a demonia de estar perdido
no seu próprio ser.
A dança exige o homem livre e aberto
vibrando na harmonia de todas as forças.
Ó homem, ó mulher, aprende a dançar,
senão os anjos do céu
não saberão o que fazer contigo.
(Santo Agostinho)
terça-feira, 14 de setembro de 2010
AERO PORTO
Deram-me asas para voar
e voei.
Bati-as até cansar,
num monte pousei.
Também posei para aqueles vários olhos
de várias formas,
cores
e em cada olhar um sentido,
um ângulo,
um foco.
Uma foto perdida em lembranças
como que em gavetas bagunçadas,
de vez em quando vasculhadas
querendo achar algo perdido.
E quem achou de novo
o que não era mais novo?
E quem sorriu ou chorou
ao lembrar daquela antiga imagem
de algo que nem sabia o que era?
Querendo ser ave,
querendo ser livre para voar,
achando ser possível ir além da estratosfera.
E quem soube o que acontecera
àquele ser que já não existe?
Que tinha doçura em sua tristeza calada,
sua paz abalada,
contudo mantinha o corpo esguio
e a cabeça levantada.
Se quem tem asas tem bico.
Quem tem bico sorri?
Sorri um canto novo a cada dia,
pois aprende um som diferente
quando canta novamente.
Se por algumas estripulias extrapoladas,
acabei com as asas machucadas
e por sorte não terem sido cortadas.
Aprendi a caminhar
para devagar
em algum lugar chegar.
No caminho cantando percebo
ouvidos aguçados
atentos a sons não tão perfeitos,
porém pelo coração orquestrados.
Sendo o som um novo sentido da vida,
nas canções mais coloridas,
asas começam movimentar.
Em suas batidas
meio descompassadas
com um ritmo contente
aprende lidar.
Dessas canções,
corpo e mente sãos
voltam a se mostrar.
Contudo agora de uma forma diferente
para olhos e ouvidos que quiserem apreciar.
E quem sabe
um pouco mais à frente,
eu até aprenda,
um pouco mais serena
e permita ousar.
Que toquem minhas penas,
me acarinhem
e com recíproca verdadeira,
pois nesse dia
não terei mais medo de amar.
(Joy Mafaro - 2008)
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
ABRIL DESPEDAÇADO
Agora , nesse momento.
Sinto cá um desalento
Despertou a dor
Sinal de que já era amor?
Melancolia corre em minhas veias
Nostalgias e meias
Verdades
Mentiras que acreditei
Mentiras
Verdades que criei?
Tudo se confunde
Tudo se funde
Sinto dores por toda parte
Ao mesmo tempo o nada de alarde
Fecho os olhos
Penso
Tristeza em forma líquida
Preciso de um lenço
Cansei de procurar
Cansei de esperar
Cansei de tentar
Cansei de cansar
Ah!Só queria sumir
Fugir
Sucumbir
Ah!Só queria amar
Acreditar
Repartir
Chega!
Vou partir
Cleber D. Gräuth e Joy Mafaro
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
DOCE CAMINHO
E do passado
Pedaços falhos
Já remendados
Com seus retalhos
Coração nobre
Cabeça sã
O amor descobre
Passe amanhã
Fugindo
Para tentar me achar
Fingindo
Não me encontrar
Os imprevistos
Estão por vir
Que sejam vistos
Sem desistir
A vida
Feliz e triste
A lida
De quem persiste
Os dias passam
E há melhora
Porém embaçam
Chove lá fora
E assim passa
Seu caminhar
Vida devassa
A adocicar
Joy Mafaro
segunda-feira, 24 de maio de 2010
VIAGEM
Cartas de amor já escrevi,
para os meus amores passados,
e-mails de amor já escrevi,
para meus amores
um pouco mais recentes,
porém,
também passados
e cada vez que os leio
sinto-os marcados.
Quero a cura da arrogância
que me assombrava àquele tempo,
todavia ressurge
como fênix num tormento.
Discutia-se além,
sobre quem era o certo errado,
quem era o errado certo.
Quantas bobagens e tempo perdido.
Foi perdido o tempo?
Estou perdendo tempo?
Todo o passado
me assombra todos os dias,
mesmo adormecido aqui dentro
ele teima em despertar
de quando em quando.
Faz no peito germinar
a lembrança do pranto.
Do quão ferido estava naquele momento
e revivo de passados
e de tormentos.
Mas lembro-me com doçura
da sua mão na minha,
da minha mão segura.
Lembro-me dos beijos
suaves como pétalas,
da ingenuidade daquela época.
Faz carinho
e apazigua meu coração,
lembrar dos momentos bons.
Que comoção!
Quero partir de novo,
como sempre parti,
de vida em vida passei,
surgi,
sumi.
Vou entrar no espaço do hoje
e me encontro igual ontem,
meio perdido,
meio escondido,
de mim,
de todos,
de Deus
e do diabo também.
Sair correndo,
depois caminhar
e andar e andar.
Aonde vou chegar?
O poeta renasce em mim
nesse momento,
porque aqui dentro ele dizia:
Já não aguento!
Numa voz sufocada,
com as mãos atadas
as pernas sem movimento.
Está feito.
Voltando dali,
vim aqui
só pra dizer
que amo todos os amores passados,
amo o presente
e os que estão ao meu lado,
amo a quem ainda está por vir.
Permaneço aqui.
Eu tenho a glória de poder dizer,
amei e fui feliz.
Pois não há felicidade que perdure pra sempre,
mas muito fui
e muito sou pelo que fui.
Quero ter a honra de galgar cada degrau,
sabendo que tudo impulsiona ao irreal.
Quero amar sem igual,
quero me jogar e que seja natural.
Mas o medo vem
e todos os anseios
de tudo que se foi.
Por que eu queria aquele brinquedo e não o tive?
Não pude ter por dificuldades que passávamos
ou por algo que fiz para não conquistar o direito de ganhá-lo?
Agora é um pouco tarde,
crescido e aparecido.
Não posso mais ter brinquedos de criança,
não posso mais brincar com o que me dão,
nem quero mais encontrar crianças
que brinquem com meu coração.
Um pouco iludido,
um pouco desiludido.
Um pouco de verdade,
um monte de mentira.
Essa é a realidade nua e crua.
Vamos vesti-la,
pois isso é atentado ao pudor
e cozinhá-la,
quem sabe o gosto melhora.
Infelizmente é assim com as pessoas lá fora,
sim,
porque eu vivo aqui dentro
e esse é meu medo.
Sair!
Dá até um arrepio,
um frio
e um calafrio.
Quero algodão doce
igual ao daquela menina,
quero sol no dia de chuva
e menos calor no dia de sol.
Mas só o mormaço veio,
não gostei, não gostei.
Será que reclamar é tudo o que sei?
E se eu fosse falar do que sei,
o que falaria?
Difícil seria dizer do que sei,
já que forçando a mente nada flui.
Será que pensamento dilui?
Uma coisa eu sei fazer,
perguntas.
E as respostas virão?
Acho que de mim não.
Não com palavras
que eu possa escrever agora,
porém tudo tem seu tempo,
sua hora.
Deixa o tempo passar.
A vida está entre,
o entrar nos trilhos
e o descarrilar.
Em algum momento tudo entra nos eixos.
Há de entrar.
Por fim,
só queria dizer
o que talvez já tenha dito
por outros meios
que não o escrito.
Joy Mafaro (Meados de Janeiro de 2010.)
Joy Mafaro (Meados de Janeiro de 2010.)
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